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O que é Carcinoma basocelular?

Carcinoma basocelular é o câncer de pele mais comum que existe. Felizmente pode ser curado com o tratamento adequado quando diagnosticado precocemente.   O carcinoma basocelular raramente dá metástases, isto é, espalha pelo corpo, mas pode ser agressivo localmente. É um tumor que cresce de forma lenta e progressiva, em geral acomete as áreas expostas ao sol como o rosto.

Fatores de risco para o carcinoma basocelular:

O desenvolvimento de um carcinoma basocelular depende de uma interação em fatores pessoais, principalmente genéticos e fatores ambientais, em especial a exposição solar. 

Fatores pessoais:

  • Pele Clara: Carcinoma basocelular é muito mais frequente em pessoas de pele clara. O risco de uma pessoa de pele clara desenvolver CBC é 19 vezes maior que um negro. 
  • Idade e sexo: É um tumor mais comum após a quinta década de vida, sendo que 80% dos carcinomas basocelulares diagnosticados ocorrem acima dos 55 anos. É mais comum em homens, numa relação de 2:1. Esta diferença pode ser explicada por maior exposição solar por trabalho (ocupacional) dos homens. Contudo, em jovens, abaixo de 40 anos, é mais frequente em mulheres. Esta diferença provavelmente se deve aos hábitos de bronzeamento. 
  • Local do corpo: A localização típica é a região de cabeça e pescoço, 80 % dos carcinomas basocelulares se desenvolvem nesta região. Em jovens, abaixo de 40 anos, a situação muda, sendo mais comum em tórax, principalmente nas costas e nos ombros. 
  • Genética: Ainda é um tema controverso. Não existe consenso entre os especialistas, mas acredita-se que pessoas com história familiar de carcinoma basocelular tenham maior risco de desenvolver o tumor. 

Fatores ambientais

  • Sol: É sem dúvida o fator mais importante no desenvolvimento do carcinoma basocelular. Áreas expostas ao sol são mais afetadas pelo tumor. Pessoas de pele clara que vivem em locais de grande exposição solar, tem maior risco. Diferentemente do que ocorre no carcinoma espinocelular, não é a exposição cumulativa que representa o maior risco, mas sim as exposições agudas, com queimadura solar. Diversos estudos relacionam um maior número de queimaduras solares com maior risco de CBC. 
  • Hábitos e dieta: Tabagismo aumenta o risco de carcinoma basocelular e também está relacionado a formas mais agressivas do tumor. Dietas ricas em gordura também aumentam o risco. Em contrapartida, dietas mediterrâneas, chá e cafeína diminuem o risco.
  • Transplante de órgãos: Pacientes com história de transplante de órgãos sólidos, como transplante de rins, tem um risco aumentado de desenvolver carcinoma basocelular. Recentemente, descobriu-se que pessoas que fizeram transplante de também tem um risco maior de desenvolver CBC. 

Como reconhecer um carcinoma basocelular. 

Será que esta ferida é um câncer de pele? Esta é uma dúvida frequente, motivo de muitas visitas aos consultórios dermatológicos. Abaixo temos algumas dicas de como reconhecer um carcinoma basocelular:

  • Ferida que não cicatriza.  Toda ferida que demore mais do que 15 dias para cicatrizar deve ser avaliada por um médico dermatologista, principalmente aquelas sem evidência de trauma como causa.
  • Nódulo avermelhado brilhante. O carcinoma basocelular (CBC) pode ser um nódulo, avermelhado com brilho perláceo. Este brilho é uma característica marcante do CBC.
  • Teleangiectasias. Pequenos e finos vasos sanguíneos que aparecem na superfície do carcinoma basocelular. 
  • Pigmentação. O carcinoma basocelular pode ser pigmentado. Quando isso acontece é fundamental diferenciar o CBC de outro tipo de câncer de pele: o melanoma.
  • Crescimento.  Normalmente o carcinoma basocelular tem crescimento lento, cresce sem que seja percebido no começo.
  • Sintomas: O carcinoma basocelular da poucos sintomas. Pode coçar eventualmente, pode doer (principalmente quando está ferido,ulcerado) e pode sangrar.

 

Legenda: A- Ferida que não cicatriza. B-Teleangiectasias. C-Brilho perolado. D-Pigmentação.

Locais mais frequentes de aparecimento do carcinoma basocelular: 

O local mais frequente de todos é o rosto, 80% dos casos de carcinoma basocelular acontecem na região de cabeça e pescoço. No rosto, o local mais frequente é a região do nariz, um terço dos tumores acontecem nesta região. Isto é um grande problema, por mais que o carcinoma basocelular seja um câncer de bom prognóstico, que pode ser curado por cirurgia, cicatrizes cirúrgicas no rosto podem ser muito desagradáveis. 

Existem diferentes subtipos de carcinoma basocelular: 

O CBC pode ser divido em subtipos de acordo com aspectos clínicas e celulares. Cada subtipo de carcinoma basocelular tem características próprias e é importante conhecer o subtipo para determinar o melhor tratamento.

Carcinoma basocelular nodular

O carcinoma basocelular (CBC) nodular é o subtipo mais comum de CBC, respondendo por 50 a 80% destes tumores. Em geral tem comportamento menos agressivo pelo seu crescimento expansivo ao invés de infiltrativo. O CBC nodular cresce afastando os tecidos ao invés de crescer invadindo os tecidos, desta forma seu tratamento é mais fácil e com maior possibilidade de cura.

O carcinoma basocelular nodular em geral apresenta-se, como o próprio nome diz, como um nódulo, uma “bolinha”, avermelhada. Sua superfície pode exibir um brilho perolado. É comum a presença de finos vasos de sangue, conhecidos como teleangiectasias. O CBC nodular eventualmente é pigmentado, escuro, enegrecido. É mais comum ocorrer esta pigmentação em pessoas de pele morena ou negra. Como todo CBC pode ulcerar, formando a famosa “ferida que não cicatriza”. 90% dos carcinomas basocelulares nodulares ocorrem na face, sendo o local mais comum o nariz. É comum após os 55 anos de idade, ocorrendo com maior frequência em homens.

Carcinoma basocelular superficial

Este é um subtipo de carcinoma basocelular um pouco diferente. Costuma acometer pessoas mais jovens, na faixa dos 40 aos, sendo o local mais comum o dorso (ombro e costas) seguido do rosto e pescoço. Diferente do que acontece nos demais carcinomas basocelulares, o CBC superficial acomete mais frequentemente mulheres. 

O carcinoma basocelular superficial não costuma exibir as características típicas como brilho perolado e teleangiectasias. Normalmente se apresenta como uma lesão avermelhada, descamativa, quase plana. Por seu aspecto diferente, o CBC superficial se confunde com outras doenças de pele como psoríase, eczema e alergias. Isto pode acabar atrasando o diagnóstico e o tratamento. Dentre os cânceres de pele, o principal diagnóstico diferencial se faz com Doença de Bowen. Em pessoas de pele morena o carcinoma basocelular pode ser pigmentado. Nestes casos, o principal diferencial é um Melanoma.

Como é um tumor praticamente assintomático (não coça, não dói e não sangra), por localizar-se em região de difícil autoexame e por ter características que se confundem com outras doenças de pele, o carcinoma basocelular superficial é muitas vezes diagnosticado tardiamente.  

Carcinoma basocelular esclerodermiforme? 

O carcinoma basocelular (CBC) esclerodermiforme, também chamado de carcinoma basocelular infiltrativo é o subtipo mais agressivo de CBC, responde por 5 a 15% destes tumores. Este tipo de tumor costuma invadir mais profundamente a pele e os tecidos subcutâneos. Com isso sem o tratamento adequado é comum haver recidivas.  Assim como a maioria dos CBC, o carcinoma basocelular esclerodermiforme ocorre com maior frequência no rosto, sendo mais comum após os 55 anos de idade e em homens.

O carcinoma basocelular esclerodermiforme também exibe as características clássicas do CBC, como brilho perláceo e teleangiectasias (finos vasos de sangue). Além destas, pode se parecer com uma cicatriz, uma área atrófica, esbranquiçada. Justamente por se parecer com uma cicatriz, ou até com esclerodermia que recebe este nome: esclerodermiforme.  O CBC esclerodermiforme costuma ser difícil de delimitar, dizer onde começa e onde termina. Isso acaba dificultando o tratamento e aumentando a chance de recidivas por cirurgias incompletas. 

Carcinoma basocelular metatípico? 

O carcinoma basocelular (CBC) metatipico, também conhecido como basoescamoso é um câncer de pele raro, que apresenta características tanto de carcinoma basocelular como carcinoma espinocelular (CEC). De uma forma geral podemos colocar o CBC metatípico como um câncer de pele intermediário entre o CBC e o CEC. Seu comportamento e agressividade também se situam no intervalo de um CBC e um CEC. O CBC metatípico é mais agressivo que um CBC comum, mas menos agressivo que um CEC.

É muito difícil diferenciar um CBC metatípico de um CBC comum, ambos acabam exibindo as mesmas características. Uma dica para suspeitar de carcinoma basocelular metatípico são os fatores de risco. Normalmente acontece mais em rosto, em homens acima de 70 anos, como pele danificada pelo sol. O diagnóstico normalmente só é definido por um exame de biópsia de pele.

Tratamento do carcinoma basocelular

O tratamento do carcinoma basocelular é predominantemente cirúrgico. A cirurgia garante os melhores índices de cura. Tratamentos não cirúrgicos podem ser tentados em situações específicas.

Considerações finais:
O carcinoma basocelular, por seu comportamento pouco agressivo tende a ser negligenciado por médicos e pacientes. É fundamental um diagnóstico precoce e um tratamento adequado. O carcinoma basocelular pode ser localmente destrutivo e causar sequelas estéticas importantes. Um médico especialista pode realizar o diagnóstico e tratamento adequados.
 

Referências bibliográficas:

  1. Dummer R. Treating basal-cell carcinoma in a real life setting. Lancet Oncol. 2013 Jun;14(7):572-3
  2. Tanese K. Diagnosis and Management of Basal Cell Carcinoma. Curr Treat Options Oncol. 2019 Feb 11;20(2):13
  3. Kim DP, Kus KJB, Ruiz E. Basal Cell Carcinoma Review. Hematol Oncol Clin North  Am. 2019 Feb;33(1):13-24
  4. Cameron MC, Lee E, Hibler BP, et al. Basal cell carcinoma: Epidemiology; pathophysiology; clinical and histological subtypes; and disease associations. J Am Acad Dermatol. 2019 Feb;80(2):303-317
  5. Deng M, Marsch AF, Petronic-Rosic V. Molecular Variations in Histologic Subtypes of Basal Cell Carcinoma. Skinmed. 2017 Aug 1;15(4):265-268.

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