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Carcinoma basocelular superficial

Carcinoma basocelular (CBC) é o tumor mais comum do ser humano. Este tumor pode apresentar alguns subtipos, cada subtipo possui características próprias e os tratamentos podem mudar de subtipo para subtipo. O carcinoma basocelular superficial, também chamado de carcinoma basocelular multicêntrico, é um subtipo menos agressivo de carcinoma basocelular. Costuma acometer pessoas mais jovens, na faixa dos 40 aos, sendo o local mais comum o dorso (ombro e costas) seguido do rosto e pescoço. Diferente do que acontece nos demais carcinomas basocelulares, o CBC superficial acomete mais frequentemente mulheres. 

Como todo CBC, o carcinoma basocelular superficial raramente dá metástases, isto é, espalha pelo corpo, mas pode ser agressivo localmente.

 

Como reconhecer um carcinoma basocelular superficial?

O carcinoma basocelular superficial não costuma exibir as características típicas como brilho perolado e teleangiectasias. Normalmente se apresenta como uma lesão avermelhada, descamativa, quase plana. Por seu aspecto diferente, o CBC superficial se confunde com outras doenças de pele como psoríase, eczema e alergias. Isto pode acabar atrasando o diagnóstico e o tratamento. Dentre os cânceres de pele, o principal diagnóstico diferencial se faz com Doença de Bowen. Em pessoas de pele morena o carcinoma basocelular pode ser pigmentado. Nestes casos, o principal diferencial é um Melanoma.

Como é um tumor praticamente assintomático (não coça, não dói e não sangra), por localizar-se em região de difícil autoexame e por ter características que se confundem com outras doenças de pele, o carcinoma basocelular superficial é muitas vezes diagnosticado tardiamente.  

Legenda: Carcinoma basocelular superficial (seta branca) em tronco, área avermelhada e descamativa que se confunde com outras doenças da pele

 

Tratamento do carcinoma basocelular superficial 

Como em todos os tipos de carcinoma basocelular o principal tratamento é a cirurgia com margens de segurança adequadas. A escolha do tratamento adequado deve levar em consideração o perfil de risco do tumor, seguindo os guidelines da NCCN – National Comprehensive Cancer Network. São considerados tumores de baixo risco os carcinomas basocelulares localizados em tronco, braços e pernas, menores que 2 cm de diâmetro, primários (não foram tratados antes), em pacientes sem nenhum tipo de imunossupressão. Alto risco são os tumores maiores que 2 cm de diâmetro, localizados em região de cabeça e pescoço, mãos, pés ou regiões genitais, tumores recidivados (que já foram tratados anteriormente) e tumores em pacientes com algum tipo de imunossupressão. 

 CBC superficial

Baixo risco

Alto Risco

Tamanho

 Menor que 2 cm

 Maior que 2 cm

Localização

 Tronco, braços e pernas

 Face, pescoço, mãos, região genital, pés.

Primário ou recidivado

Primário

Recidivado

Imunossupressão

Não 

Sim

Tratamento

Preferencialmente cirúrgico, permitido opções não cirúrgicas.

Sempre cirúrgico

 

Nos tumores de alto risco a opção é sempre pelo tratamento cirúrgico que tem taxas de cura maiores. Nas lesões em face ou em outras áreas delicadas como região genital, a melhor opção de tratamento é a cirurgia micrográfica de Mohs, que apresenta os melhores índices de cura, com as menores cicatrizes.

Nos tumores de baixo risco a cirurgia ainda é a opção mias indicada, contudo podemos pensar em tratamentos não cirúrgicos como crioterapia, terapia fotodinâmica, medicações tópicas ou infiltração intralesional de medicações. 

Os tratamentos não cirúrgicos são reservados a tumores pequenos em áreas de baixo risco e devem ser sempre supervisionados por um dermatologista experiente. Tratamentos não cirúrgicos tem taxas de cura menores.

 

Considerações finais

Carcinoma basocelular superficial é um tumor maligno de excelente prognóstico, sendo o subtipo menos agressivo do carcinoma basocelular. O tratamento deste tumor deve ser escolhido baseado no perfil de risco. Tumores de alto risco devem ser sempre tratados de forma cirúrgica. Já tumores de baixo  risco podem ser tratados de forma não cirúrgica, desde que acompanhados por um dermatologista experiente. 

 

Referências bibliográficas

Dr. Gustavo Alonso Pereira

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Dr. Gustavo Alonso Pereira

Dermatologista - CRM - SP: 97410 | RQE - 37815