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Tratamento do carcinoma espinocelular

O carcinoma espinocelular tem cura? 

Sim, se o diagnóstico for feito de forma precoce, o carcinoma espinocelular é curável.  O tratamento é quase sempre cirúrgico, sendo que tratamentos não cirúrgicos são a exceção. O princípio básico do tratamento do carcinoma espinocelular é a cura do tumor mantendo a função da região tratada com o melhor resultado estético possível.

 

Como é feita a cirurgia para o Carcinoma espinocelular? 

A cirurgia remove o tumor juntamente com uma margem de segurança de pele normal. A escolha do tamanho da margem adequada depende da localização do tumor e de sua agressividade. Normalmente as margens são maiores que as adotadas em carcinomas basocelulares.

Legenda: A- Carcinoma espinocelular na parte superior da orelha. B- Remoção do tumor e da margem de segurança. C-Reconstrução da orelha com reestabelecimento funcional e estético.

Em carcinomas espinocelulares pequenos a cirurgia é suficiente para a cura. Em tumores grandes pode ser necessário associar radioterapia ou até quimioterapia.

Cirurgia micrografica de Mohs: Nesta modalidade cirúrgica, após a retirada, todo o tumor é enviado para um exame de biópsia por congelação onde 100% de suas margens cirúrgicas são avaliadas. O próprio médico que realiza a cirurgia vai avaliar a biópsia e verificar se todo o tumor foi retirado. É a cirurgia com os melhores índices de cura. Está indicado em carcinoma espinocelular recidivado ou tumores localizados em regiões delicadas como lábios, pálpebras e nariz. Veja como é feita a cirurgia micrográfica de Mohs - https://youtu.be/wCi2xKYAhfE

 

Tratamentos não cirúrgicos para o carcinoma espinocelular 

  • Radioterapia: Pode ser usada associada ao tratamento cirúrgico. Se usada antes da cirurgia o objetivo é diminuir o tamanho do tumor (quando usada antes da cirurgia é chamada de radioterapia neoadjuvante), quando usada depois da cirurgia o objetivo é aumentar as chances de cura, evitando recidivas (quando usada antes da cirurgia é chamada de radioterapia neoadjuvante)..  É particularmente indicada em casos com alto risco de recidiva como os carcinomas espinocelulares que invadem nervos. Em casos selecionados, como pacientes de extremo de idade e tumores pequenos pode ser usada isoladamente com intenção curativa, tendo índices de cura bons

 

Quimioterapia para o carcinoma espinocelular

Utiliza-se quimioterapia quando o carcinoma espinocelular espalhou pelo corpo, deu metástases. Nestes casos a cirurgia já não é mais curativa e precisamos usar um tratamento com remédios. Existem diversos medicações usadas e infelizmente não existe um padrão, cada paciente deve ser avaliado individualmente.  Basicamente existem 2 classes de medicações:

  • Drogas citotóxicas: São drogas que causam a morte das células tumorais, são drogas mais antigas com respostas variáveis. Entre estas drogas temos Bleomicina, 5 Fluoracil, Cisplatina entre outras.

  • Terapia Alvo: São drogas que agem em pontos específicos do metabolismo do tumor, em um único alvo. As drogas mais usadas são inibidores do receptor do fator de crescimento epidérmico (EGFR no inglês). A ativação deste receptor está associada com tumores mais agressivos e, portanto, o tratamento consiste no ser bloqueio pelas terapias alvo. São drogas desta classe o Cetuximabe, o Erlotinibe e o Gefitinibe. 

  • Imunomoduladores: Assim como já acontece no tratamento do melanoma e do carcinoma de Merkel, os inibidores de checkpoint imunológicos estão começando a ser usados no tratamento do carcinoma espinocelular. O principal medicamento usado é o Cemiplimab que tem apresentado resultados bastante animadores.

Lembrando sempre que quanto mais cedo e preciso o diagnóstico do carcinoma espinocelular mais fácil o tratamento, maiores as chances de cura e menores as cicatrizes.

 

Referências bibliográficas

Dr. Gustavo Alonso Pereira

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Dr. Gustavo Alonso Pereira

Dermatologista - CRM - SP: 97410 | RQE - 37815